quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O Arquivo Histórico Regional vai à Escola!





Nesta terça-feira, 15 de agosto, membros da equipe do Arquivo Histórico Regional (AHR/PPGH-UPF) ministraram uma oficina aos alunos da Escola Estadual Professora Eulina Braga. A atividade foi articulada pelas professoras Valeria de Mello e Lisiane Gross em demanda ao AHR e foi realizada pelo acadêmico do curso de História e estagiário do Arquivo, Jeferson Hensel Zanon, em parceria com a ex-estagiária e acadêmica de História, Bruna Zardo Becker.

"Prática de Arquivo: Conservação e Gestão" foi a oficina realizada e tratou de cuidados básicos com conservação de documentos. Os membros do AHR apresentaram documentos, materiais e trataram da importância da conservação, conhecimento e produção de conhecimento com base no rico material dos fundos documentais existentes no Arquivo.

As oficinas ministradas pelo AHR são gratuitas, assim como as visitas guiadas ao Arquivo. Interessados devem entrar em contato pelo email ahr@upf.br ou pelo fone 3316-8516.

O AHR tem atendimento diário nos turnos matutino e vespertino no Campus III da UPF, junto à UPF Idiomas, com acesso pela Avenida Brasil. Toda pesquisa é irrestrita e gratuita.

domingo, 13 de agosto de 2017

Curso de História promove Oficina de Pesquisa e Ensino de História para finalistas do curso




O curso de História, em mais uma ação de qualificação formativa, deu início nesta quinta-feira, dia 10 de agosto, ao primeiro módulo da Oficina de Pesquisa e Ensino de História, sob condução do prof. Fabiano Chiesa.  A proposta da Oficina é analisar e atualizar competências de pesquisa e da docência em história, com base nas mais recentes reflexões e pesquisas historiográficas. Além dos elementos sociais, políticos e econômicos, enfatizam-se aspectos da história cultural nas sociedades e promovem-se diversos diálogos interdisciplinares através de atividades práticas, explica a profa. Ironita Machado, coordenadora geral da atividade.

A profa. Ironita ainda explica que a Oficina de Pesquisa e Ensino de História, voltada aos alunos que estão findando o curso, é constituída de 4 módulos que agrupam grandes temas, divididos em nestes encontros: informática, historiografia, metodologia da pesquisa e do ensino de história, e escrita historiográfica. Esta oficina apresenta as atividades de forma clara, buscando fazer ligações entre os conhecimentos dos alunos e visa dialogar com as diversas disciplinas em curso, transversalisando numa perspectiva de formação integral e  global. Desenvolver-se-á pela metodologia de interpretação, síntese e escrita histórica, bem como atualização de temáticas de gênero, etnicidade, imigrações/migrações, religiosidade, meio ambiente, cotidiano, política, entre outros, sob atividades diversificadas e experimentais etc.

O programa contempla ainda três encontros distribuídos ao longo do semestre e conduzidos por professores, doutorandos do Programa de Pós-Graduação em História e também pela convidada, profa. Marlete Dietrich, do curso de Letras da UPF.

sábado, 12 de agosto de 2017

Comprando soldados: uma estratégia de recrutamento para a Guerra do Paraguai

Para dar conta do conflito que já durava quase dois anos, o Império do Brasil criou uma Lei que permitia a alforria de escravos em troca de serviço militar – e dinheiro para o “seu senhor”.

Por Denise Moraes
Quase dois anos de guerra já haviam se passado. As forças militares brasileiras, que tinham argentinos e uruguaios como aliados, estavam desorganizadas. Aquele ano fora particularmente difícil para os soldados no front: em abril de 1866 teve início a invasão ao desconhecido território paraguaio. Uma verdadeira guerra de posições. O deslocamento das tropas era demorado e custoso; o Exército brasileiro estava desarticulado. A derrota dos aliados na Batalha de Curupaiti, em setembro, evidenciaria o esgotamento de suas forças.
Longe do palco da “Guerra do Paraguai”, as autoridades brasileiras viam o recrutamento entrar em crise: após tantos meses de conflito, o ímpeto inicial de voluntariado estava arrefecendo. A esperança em uma solução rápida para a guerra desapareceu, deixando o alistamento cada vez mais difícil. Fugas, confrontos locais, brigas políticas, casamentos forjados e muitos outros problemas passaram a ser enfrentados pelos que buscavam soldados pelo país. As tentativas de forçar membros da Guarda Nacional a irem para os campos de batalha provocavam sucessivas reações. Na imprensa, as querelas envolvendo o recrutamento eram assunto rotineiro. 1
Foi nesse contexto que, em outubro de 1866, D. Pedro II enviou ao Conselho de Estado três quesitos para consulta. A primeira questão era a de se, caso prosseguisse a guerra, seria “conveniente lançar mão da alforria de escravos para aumentar o número de soldados do Exército”. O Imperador também queria saber quais escravos seriam “preferíveis para o fim de que trata o primeiro quesito, os da Nação, os das Ordens Religiosas ou os de particulares”. Por fim, a última pergunta do monarca era: “como realizar essa medida?”.2
Uma proposta ousada
A solução que D. Pedro II estava propondo era audaciosa e polêmica, pois tocava em dois temas importantes, sensíveis e, ao mesmo tempo, definidores do Brasil de então: a escravidão e a Guerra do Paraguai. Não à toa, a reunião para deliberar sobre os três questionamentos foi marcada para uma semana depois do envio dos mesmos pelo Imperador, que presidiu o encontro.
Por horas, membros do Gabinete Ministerial e membros efetivos do Conselho de Estado debateram sobre as possibilidades de recrutar os libertos e sobre as prováveis consequências de tal mobilização. O medo e a apreensão cercavam a fala da maioria dos conselheiros que estavam na sessão. Para Antônio Paulino Limpo de Abreu, por exemplo, o processo de manumissão deveria ser realizado com “discernimento e prudência”. José Antonio Pimenta Bueno também alertava para a necessidade de cautela, pois, na sua visão, o recrutamento de libertos poderia ser encarado como o princípio da emancipação geral dos escravos. O conselheiro Visconde de Itaboraí engrossava o coro dos temerosos: em seu voto, Joaquim Rodrigues Torres classificou a proposta de libertar escravos para a guerra como “impolítica, indecorosa, ineficaz ou para deixar de sê-lo, se tornará minimamente onerosa ao Tesouro Público”.3
Outros conselheiros insistiam na questão da segurança. O receio de que as alforrias incentivassem a movimentação de escravos pelo país esteve presente em diferentes votos. Afinal, ao propor uma medida de libertação dos cativos, mesmo que vinculada à atuação na guerra, o governo poderia, na opinião de alguns, estar fomentando fugas e sublevações pela abolição. Foi também recorrente o argumento de que a libertação de escravos para guerra traria sérios transtornos para a agricultura nacional. Retirar mão-de-obra das lavouras naquele período pós-proibição do tráfico internacional de escravos, sem a previsão de substituição da força de trabalho aterrorizava os grandes senhores e fazendeiros representados no Conselho de Estado. Não se pode esquecer que o café era, então, o principal produto brasileiro.  Mesmo o conselheiro Nabuco de Araújo, defensor do engajamento dos libertos, sugeriu que as alforrias acontecessem preferencialmente nas capitais, onde os escravos poderiam ser mais facilmente substituídos por braços livres.
Mas, apesar de todos os obstáculos colocados pelos conselheiros que eram contrários à medida, o caráter emergencial do recrutamento para o conflito no Paraguai pareceu guiar a decisão final. No dia seguinte à sessão, 6 de novembro de 1866, o decreto nº 3.725 concedeu liberdade gratuita aos escravos da nação que pudessem servir na guerra. Mas um dos pontos de tensão – que era o cuidado para com os senhores de escravos – não foi deixado de lado. Na prática, tal determinação abriu espaço para que os senhores vendessem seus escravos para o governo com esta finalidade.
No início de 1867, os primeiros grupos de escravos comprados pelo Império foram encaminhados para o Exército e a Marinha do Brasil. Homens que, repentinamente, viram chegar suas cartas de alforrias, seus uniformes e a missão de defender a pátria que até então lhes negava a cidadania.
O negócio da guerra
Um desses homens foi o baiano Raimundo. Em junho de 1867, ele, que era então escravo do fazendeiro Manoel Cruz Pinto, saiu pelas ruas da Freguesia de Vera Cruz carregando um pedaço de papel. No bilhete, um aviso de Manoel dizia que Raimundo tinha licença para procurar outro senhor, já que o escravo mostrava “não estar satisfeito com o cativeiro” de Manoel, que completava a mensagem: “quem pretender comprar, vá a minha casa que me achará para contratarmos o preço”.4
A quantia que o governo pagou pelo cativo acabou sendo maior do que a que fora oferecida a princípio. Manoel recebeu um conto e quatrocentos mil réis do Império e o escravo foi então alforriado. A partir dali, Raimundo deixaria o cativeiro indesejado, mas a liberdade, tão almejada, não seria plena afinal. A carta de alforria não lhe garantiu o direito de se deslocar para onde quisesse ou de fazer o que bem entendesse. Como muitos outros escravos do Brasil, Raimundo foi comprado e libertado com um objetivo específico: ingressar na luta contra as forças paraguaias.Duas semanas depois de deixar a fazenda de Barra Grande, Raimundo retornou com uma reposta para o fazendeiro. Ao final de seu bilhete, Manoel percebeu que haviam rabiscado outra mensagem: “O governo dá um conto e duzentos mil réis em apólices com a condição de assinar a carta de liberdade. Querendo, há de vir ou mandar procurador para tratar o negócio”.5
A alforria de escravos comprados pelo governo não foi a única forma de inserção dos cativos na guerra. Doações e substituições também aconteceram. Mas a análise da documentação de compra dos escravos permite concluir que, em muitas províncias, ela foi um instrumento significativo de recrutamento militar nos anos de 1867 e 1868.
Encarregados do Império geriam a compra dos escravos nas províncias. Na Bahia, por exemplo, Pedro Joaquim de Vasconcelos, fixado no Arsenal da Marinha de Salvador, publicava anúncios nos jornais locais convidando possíveis vendedores a encaminharem seus escravos para o serviço militar. A exemplo do que aconteceu em outras cidades brasileiras à época, o negócio da venda de cativos para a guerra agitou a praça de Salvador. Além do representante do governo, dos escravos e dos respectivos proprietários, boa parte das negociações envolvia também a figura do procurador. Isso mostra que a compra de soldados pelo governo brasileiro durante a Guerra do Paraguai não foi uma opção de negócio apenas para os senhores, mas também para seus procuradores, os quais constituíam redes, buscando, no interior, escravos que pudessem ser vendidos nas capitais.
Soldados libertos 
Depois de vendidos, alforriados e examinados por uma junta médica, os libertos viravam soldados. Deslocados pelas necessidades da guerra, muitos eram obrigados a deixar para trás a cidade natal, os laços e a família. Em alguns casos, saíam da agricultura diretamente para o cenário de guerra. Um levantamento feito a partir das alforrias de quase 430 escravos da Bahia permitiu concluir que a maioria era declaradamente do “serviço da lavoura” ou vinha da zona rural. Outras atividades apareciam em menor número: cozinheiros, calafates, alfaiates, vaqueiros e de ganho. Tinham entre 16 e 35 anos; a maior parte, sem identificação do estado civil. Ao serem recrutados, escolhiam ou eram induzidos a adotar sobrenomes. E seguiam para a Corte em embarcações da Marinha, a qual foi, em verdade, o principal destino dos que saíram da Bahia.6
A proposta do Imperador, a aplicação da estratégia e as discussões ministeriais fazem parte do longo processo histórico de fim da escravidão no país, que envolveu disputas de poder e interesses. E neste processo, é importante observarmos as ambiguidades de cada momento. Para este o grupo de libertos baianos e para todos os outros que foram comprados e recrutados pelo Império nas demais províncias, por exemplo, as vendas significaram, sem dúvidas, uma alforria imediata. Significaram, ainda, a possibilidade de distanciamento do lugar do cativeiro para os que assim desejavam, como no caso de Raimundo. Por outro lado, a liberdade, para estes homens, veio limitada. Se a libertação do escravo era condição para a venda e para que fosse recrutado, a alforria, por sua vez, também estava condicionada. Ao serviço militar.

Notas
1 IZECKSOHN, Vitor. A guerra do Paraguai. In: GRINBERG, Keila e SALLES, Ricardo (org). O Brasil Imperial II: 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 402.
2 Atas do Conselho de Estado. 5 de novembro de 1866. Disponível em: www.senado.gov.br. Acesso em: 20/07/2017.
3 Idem.
4 Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Coleção Documentos Navais. DL 1132.
5 Idem.
6 MORAES, Denise. Compram-se soldados! Os libertos da província da Bahia na Guerra do Paraguai. Dissertação (mestrado). Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2016.

Fontes documentais:
Atas do Conselho de Estado. 5 de novembro de 1866. Disponível em: www.senado.gov.br.
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Coleção Documentos Navais. DL 1132.
Referências bibliográficas:
DORATIOTO, Francisco. Maldita Guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
IZECKSOHN, Vitor. A guerra do Paraguai. In: GRINBERG, Keila e SALLES, Ricardo (org). O Brasil Imperial II: 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
KRAAY, Hendrik. Slavery, citizenchip and military service in Brazil’s mobilization for the Paraguayan War. In Slavery and Abolition. 2008.
MORAES, Denise. Compram-se soldados! Os libertos da província da Bahia na Guerra do Paraguai. Dissertação (mestrado). Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2016.
SALLES, Ricardo. Guerra do Paraguai: escravidão e cidadania na formação do Exército. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
SOUSA, Jorge Prata de. Escravidão ou morte: os escravos brasileiros na Guerra do Paraguai. Rio de Janeiro: Mauad, ADESA, 1996.

Denise Moraes é doutoranda em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Tem mestrado e graduação em História pela mesma universidade, além de graduação em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É membro do Grupo de Estudos do Século XIX (GREXIX), da UNIRIO.

Como citar este artigo
MORAES, Denise. Comprando soldados: uma estratégia de recrutamento para a Guerra do Paraguai (Artigo). In: Café História – história feita com cliques. Disponível em:http://www.cafehistoria.com.br/comprando-soldados-guerra-do-paraguai. Publicado em: 31 Jul 2017. Acesso: [informar data].

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

II Seminário do Núcleo de Estudos Históricos do Mundo Rural


O Núcleo de Estudos Históricos do Mundo Rural (NEHMuR), um grupo de pesquisa ligado ao Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Uviversidade de Passo Fundo, reuniu-se na tarde de 9 de agosto/2017 para discutir o livro "Terra prometida", de Maria Yedda Linhares e Francisco Carlos Teixeira da Silva, lido previamente pelos integrantes do grupo.

O Núcleo é composto por professores, estudantes bolsistas da graduação em História, mestrandos e doutorandos do PPG em História da UPF, da Universidade Federal de Santa Catarina e da UnoCHAPECÓ. Ele tem uma página no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq:

http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9076653495940625

A próxima reunião do grupo, o III Seminário, acontecerá em novembro de 2017 e incluirá uma visita de estudos.

domingo, 30 de julho de 2017

1576: Morre Hans Staden, autor de relato de viagem sobre Brasil

Em 30 de julho de 1576, o alemão Hans Staden, autor de um importante relato de viagem sobre o Brasil pós-descobrimento, morria em seu país natal.
Korruption in Brasilien (Gemeinfrei)
Em Wahrhaftige Historia, o alemão Hans Staden relata duas viagens que realizou ao Brasil entre os anos de 1548 e 1555. Quatrocentos e cinquenta anos depois de sua primeira edição, o livro permanece um dos mais curiosos documentos sobre a cultura dos índios brasileiros, especialmente os tupinambás, que aprisionaram o navegante e mercenário alemão e, segundo ele próprio, quase o devoraram em seus rituais canibalescos.
Os homens do outro lado do Atlântico
O relato de Hans Staden (1525–1579) está para os alemães assim como a carta de Pero Vaz de Caminha para os reis de Portugal. Em Verdadeira História dos SelvagensNus e Devoradores de Homens, Encontrados no NovoMundo, A América, a reportagem feita por Staden é a descrição de um homem simples, de forte fervor religioso, sobre a natureza e a paisagem do Brasil e os costumes de seus habitantes.
Uma aventura onde se revelam também as questionáveis formas de colonização empregadas pelos europeus na conquista de outros continentes e o inevitável choque cultural entre os chamados "selvagens" e "civilizados".
Segundo a Brasiliana da BibliotecaNacional, de 2001, o livro de Staden foi determinante para os europeus: "A sua influência no meio culto da época ajudou a criar, no imaginário europeu quinhentista, a ideia da terra brasílica como o país dos canibais, devido às ilustrações com cenas de antropofagia".
Buchcover Hans Staden A verdadeira historia dos selvagens, nus e ferozes devoradores de homens
Capa de uma edição do famoso relato
Monteiro Lobato foi taxativo ao estimar o valor dos escritos do autor alemão: "É obra que devia entrar nas escolas, pois nenhuma dará melhor aos meninos a sensação da terra que foi o Brasil em seus primórdios."
Em suas próprias palavras, Staden não pretendia se vangloriar de suas experiências junto a um povo tão exótico para ele. "O porquê de ter escrito este livrinho foi enfatizado por mim em diversos trechos. Todos nós devemos louvar e agradecer a Deus por ter-nos protegido desde o nascimento até os dias de hoje, ao longo de uma vida inteira."
"Assim como os portugueses, franceses, espanhóis e holandeses, os alemães também participaram da exploração do Brasil no início do século 16. Minha primeira viagem para a América foi em uma nau portuguesa. Éramos três alemães a bordo, Heinrich Brant von Bremen, Hans von Bruchhausen e eu. A segunda viagem ia de Sevilha, na Espanha, para o Rio de La Plata", conta o autor, que na segunda expedição era o único alemão presente. "Acabamos sofrendo um naufrágio em São Vicente. Trata-se de uma ilha que fica bem próxima à terra firme brasileira e é habitada por portugueses."
livro revisitado
Os nove meses em que Hans Staden ficou em poder dos tupinambás renderam um relato impressionante em nível antropológico, sociológico, linguístico e cultural que é constantemente revisitado.
O livro, considerado um sucesso editorial, já inspirou montagens teatrais pelo mundo afora, semeando a imaginação dos modernistas Raul Bopp e Oswald de Andrade na criação da Revista de Antropofagia, de 1928, onde foi publicado o substancial Manifesto Antropofágico, de Oswald: "Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comi-o".
Filmplakat Film Hans Staden
Cartaz do filme 'Hans Staden'
A aventura de Hans Staden acabou sendo levada às telas pelas mãos do cineasta brasileiro Luiz Alberto Pereira em Hans Staden, um dos poucos filmes na história do cinema em que a língua falada pelos atores é, predominantemente, a tupi, e que conquistou diversos prêmios no Brasil e nos Estados Unidos.
O livro ganhou em 1998 uma primorosa edição da Dantes Editora e Livraria, do Rio de Janeiro, em tradução de Pedro Süssekind, que traz, além das ilustrações originais, desenhos e gravuras de Theodoro de Bry, Roque Gameiro, Van Stolk, entre outros.
  • Data 30.07.2017
  • Autoria Felipe Tadeu
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quinta-feira, 27 de julho de 2017

1945: Zona de Ocupação Soviética é dividida

No dia 27 de julho de 1945, dois meses após o fim da Segunda Guerra, a Administração Militar Soviética emitiu a ordem que dividiu o território alemão sob sua ocupação em estados da Alemanha Oriental, de regime comunista.
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Sessão de constituição da Câmara Popular da Alemanha Oriental em 1949
Tudo o que aconteceu na Alemanha após 1945 teve origem na Segunda Guerra Mundial e na forma como o conflito foi conduzido. O procedimento bárbaro de Adolf Hitler e seus seguidores provocou reações dos adversários que, inicialmente, eram caracterizadas pela vingança, exigência de reparação e a destituição dos alemães do poder.
Sobretudo as potências ocidentais viam na história alemã, desde Frederico, o Grande, até Hitler, uma linha contínua, marcada pelo imperialismo violento. Com o objetivo de eliminar definitivamente essa forma de domínio, elas planejaram tutelar os alemães e transformar o país num vácuo econômico e político.
É o que provam leis e decretos dessa época, publicados no diário oficial do governo militar dos Aliados. Eram proibidas, por exemplo, reuniões públicas e particulares de cinco ou mais pessoas. Podiam-se realizar cultos religiosos, mas era vedado tocar ou cantar o hino nacional ou outras canções patrióticas. Todos os cidadãos maiores de 12 anos de idade eram obrigados a portar sempre a carteira de identidade.
Aliados partilham território
Apesar de todas as restrições, o cotidiano e a vida política entraram numa certa rotina a partir de 1945. Pela chamada Declaração das Quatro Potências, de 5 de junho de 1945, o Conselho de Controle dos Aliados (formado pelos Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética) decidiu criar zonas de ocupação na Alemanha e Áustria, ignorando as divisões político-administrativas internas anteriores.
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Casa evacuada à força na década de 1970 em Mecklemburgo, junto à fronteira entre as duas Alemanhas
Em princípio, as novas fronteiras foram fixadas de acordo com as posições ocupadas pelos respectivos exércitos no fim da guerra. Na Alemanha, os Estados Unidos fizeram uma exceção: em julho de 1945, cederam a Turíngia aos soviéticos, o que significou um deslocamento da fronteira alemã.
A Conferência de Potsdam (17 de julho a 2 de agosto de 1945) confirmou a redução de quase 25% do território do antigo Império Alemão. Nesse encontro, em que os líderes Churchill, Truman e Stalin discutiram o futuro da Alemanha ocupada, foi decidido que o território alemão a leste dos rios Oder e Neisse passaria à administração da Polônia, e uma parte da Prússia Oriental, ao controle da União Soviética. Consequentemente, o destino da Alemanha do pós-guerra passou a depender das relações entre as potências vencedoras.
A Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação: os russos, no leste; os ingleses, no noroeste; os franceses, no sudoeste; os norte-americanos, no sul. Berlim, a ex-capital do Terceiro Reich, foi partilhada entre as quatro potências.
Soviéticos organizam antifascismo
Mas nenhum dos países aliados iniciou a ocupação de forma tão bem elaborada quanto a União Soviética. Seu primeiro objetivo era fundar o Partido Comunista da Alemanha (KPD), registrado a 10 de junho de 1945.
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Bandeira e brasão da extinta República Democrática Alemã (RDA)
"Na zona de ocupação soviética na Alemanha, é permitida a formação e atividade de todos os partidos antifascistas que tenham como objetivo a eliminação definitiva dos remanescentes do fascismo e o estabelecimento dos princípios da democracia, da liberdade e da participação política e o desenvolvimento da iniciativa própria da população nesse sentido", dizia um decreto da Administração Militar Soviética.
Embora nas outras três zonas de ocupação os partidos políticos só fossem autorizados meses mais tarde, uma reorganização política da Alemanha parecia mais do que necessária. A estrutura administrativa estadual e municipal precisava ser urgentemente reformulada.
Nova Alemanha Oriental
Nesse campo, as forças de ocupação tinham objetivos distintos. Os soviéticos apostavam numa enxuta organização antifascista de poder. Os ingleses e norte-americanos depositavam suas esperanças num amplo processo de democratização, enquanto os franceses queriam transformar sua zona numa extensão do território da França, dependente de seus próprios interesses nacionais. À semelhança dos soviéticos, tinham por meta incorporar sua zona de ocupação.
Para isso, no entanto, era preciso definir claramente as fronteiras estaduais. A zona soviética instituiu uma nova divisão político-administrativa. Poucas semanas após o fim da guerra, a União Soviética criou cinco novos estados alemães: Mecklemburgo, Saxônia, Turíngia, Saxônia-Anhalt e Brandemburgo.
Por meio da chamada Ordem 17 da Administração Militar Soviética, de 27 de julho de 1945, foram instituídas administrações centrais que serviram de base para um novo regime estatal antifascista. Quatro anos depois, no dia 7 de outubro de 1949, foi fundada a República Democrática Alemã, de regime comunista.
  • Autoria Doris Bulau / gh
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

1961, o ano que atocharam o parlamentarismo no Brasil

Regime imposto por militares para limitar os poderes do presidente João Goulart durou apenas 17 meses e já foi rejeitado em dois plebiscitos
 A manchete sobre o sistema de governo implantado a toque de caixa – Foto: Reprodução

A manchete sobre o sistema de governo implantado a toque de caixa – Foto: Reprodução
Na falta de termo melhor, chamaram de “solução de compromisso”. Da noite para o dia, o sistema de governo parlamentarista foi adotado para permitir o desembarque de João Goulart, o Jango, no Brasil, e sua posse na presidência da República. Vice de Jânio Quadros, Jango fazia escala em Singapura, voltando de viagem à China, quando o presidente renunciou.
Se as regras do jogo democrático estivessem valendo, Jango assumiria o governo e ponto final. Os ministros militares, no entanto, viram em sua ausência momentânea a brecha para impedir a posse de um político nacionalista, de esquerda, próximo dos sindicatos. Com o apoio de setores conservadores da sociedade, anunciaram sua posição e tentaram o golpe.
A resistência foi liderada pelo governador gaúcho Leonel Brizola, que deflagrou uma bem-sucedida campanha pela legalidade, escudado pelo III Exército, do Rio Grande do Sul. Temendo que o conflito se degenerasse em guerra civil, Jango aceitou assumir só como chefe de Estado, impedido de elaborar leis e orientar a política externa, entre outras restrições.
Jango tomou posse no Palácio do Planalto em 7 de setembro de 1961, 13 dias depois da renúncia de Jânio Quadros. Naquela altura, havia sido aprovada a emenda constitucional que instalava o sistema parlamentarista no Brasil. Nos 17 meses de duração do regime, o Brasil teve três primeiros-ministros: Tancredo Neves, Brochado da Rocha e Hermes Lima.
Só que a emenda à Constituição que implantou o parlamentarismo também previa a realização de um plebiscito em 1965 para decidir pela manutenção ou não do sistema político imposto pelo conservadorismo. Jango, que desde o primeiro dia como presidente trabalhou pela volta do presidencialismo, conseguiu que o Congresso antecipasse o plebiscito para janeiro de 1963.
“Libertado o presidente, as reformas vão pra frente”, foi um dos lemas da campanha pelo “Não” ao parlamentarismo. Com 82% dos votos válidos, a consulta popular restaurou o presidencialismo. Trinta anos depois, em abril de 1993, a pergunta sobre o regime político que deveria reger o País foi repetida aos brasileiros. De novo, deu presidencialismo, com 55% dos votos, contra 25% para o parlamentarismo e 10% para a monarquia.
Cartaz da campanha pelo fim do parlamentarismo – Foto: Reprodução
Cartaz da campanha pelo fim do parlamentarismo – Foto: Reprodução
Fonte: http://brasileiros.com.br/RoxXL

1882: Estreia de "Parsifal", última ópera de Wagner

No dia 26 de julho de 1882 estreava "Parsifal", última ópera de Richard Wagner. O herói, o "tolo puro", é um dos cavaleiros da Távola Redonda, coroado rei do Santo Graal após encontrar a maturidade no contato com o mal.
Richard Wagner Holographie (picture-alliance/dpa)
Diz a Bíblia que, antes de ser crucificado, Cristo se reuniu com seus discípulos para a Última Ceia. O Graal, o copo de que ele bebeu o vinho, foi o mesmo que recolheu suas últimas gotas de sangue. Ao ser crucificado, Cristo foi ferido no flanco pela lança de um centurião. Nesse momento, uma mulher riu.
O centurião e a mulher foram amaldiçoados por Deus. Com os nomes Klingsor e Kundry, eles percorreram os séculos em diferentes reencarnações, da mesma forma que a lança e o Graal, as mais sagradas relíquias do cristianismo.
O Graal e o "tolo puro"
Os dois objetos encontravam-se sob a guarda da misteriosa cavalaria do rei Amfortas. Klingsor roubou a lança e com ela feriu o rei, provocando uma chaga que não cicatrizava.
Somente alguém despojado de toda maldade, um "tolo puro", poderia salvar Amfortas. O jovem Parsifal havia crescido longe do contato com a civilização, era inocente, livre de culpas e de maldade.
Mas ainda não estava apto a salvar o rei: antes, precisava conhecer todas as facetas da alma humana e aprender a viver. Só após adquirir a maturidade, ele pôde salvar Amfortas e tornar-se seu sucessor como rei do Santo Graal.
Richard Wagner (1883-1813) descobriu o mito de Parsifal através do autor Wolfram von Eschenbach. Ele preparou então um rascunho de libreto e enviou-o a seu grande amigo, o rei Ludwig 2º, da Baviera. Este ficou fascinado e escreveu de volta: "Oh Parsifal, quando você irá nascer?".
Salvação através do amor
O rei da Baviera precisou esperar 25 anos até que Wagner concluísse a ópera. Durante esse longo período, o compositor conseguiu produzir uma obra que integra mitos cristãos, filosofia ocidental e doutrinas de reencarnação budista. E seu leitmotiv favorito: a redenção através do amor.
Wagner criou sozinho esse Gesamtkunstwerk – a obra de arte total. De sua autoria é não apenas a música como também o libreto dessa obra singular.
A estreia de Parsifal aconteceu no dia 26 de julho de 1882, no Festival de Bayreuth. A ópera foi regida pelo próprio criador, levando o público ao delírio.
Parsifal foi a última ópera de Richard Wagner. Os anos de dedicação consumiram toda sua energia. O compositor morreu do coração poucos meses após a gloriosa estreia.
  • Autoria Catrin Möderler
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terça-feira, 25 de julho de 2017

1139 - Milagre de Ourique dá origem a Portugal independente


Como recompensa, Alfonso Enriques recebeu territórios de Alfonso IV, rei de Leão e Castela
Em 25 de julho de 1139, Alfonso Enriques, conde de Portugal, derrota uma coalizão de soberanos muçulmanos em Ourique, atual Alentejo, ao sul do rio Tejo. Era o “Milagre de Ourique”, origem de Portugal independente.
Os cinco escudos azuis no centro da bandeira nacional lembram os 5 reis mouros vencidos em Ourique. Portugal do tempo dos romanos correspondia mais ou menos à província de Lusitânia e cultiva hoje em dia a saudade de uma história militar que em seu tempo constituiu a vanguarda da aventura europeia.

Por volta do ano 1000, enquanto a maior parte da Península Ibérica estava sob o domínio árabo-berbere, os reis cristãos das Astúrias arrebataram aos chefes muçulmanos a região do rio Douro e a cidade do Porto em sua embocadura. Esta pequena região, ao norte de Portugal atual, tomava o nome de Terra portucallis, segundo Portus Calle, nome romano do Porto.
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Batalha de Dom Afonso Henriques repreresentando a indepêndencia de Portugal 

Em 1095, no auge da Reconquista, o rei de Leão e Castela, Alfonso IV, doa o condado de Portugal a seu genro, Henri de Borgonha, vencedor do “Milagre de Ourique”.

O feliz vencedor se proclama rei sob o nome de Alfonso I – Alfonso Henriques – e, para assegurar sua independência face ao sogro, se coloca sob a proteção da Santa Sé.

Em 25 de outubro de 1147, com a ajuda de 13 mil cruzados em partida para a Terra Santa, Alfonso I o Conquistador toma Lisboa dos muçulmanos que a ocupavam havia 4 séculos.

Lisboa, na foz do Tejo, tornou-se a nova capital do reino. Seu nome remontava ao herói grego Ulisses, porém supunha-se, mais seriamente, que os fenícios a haviam fundado sob o nome de Olisipo.
 
Em 1383, o rei de Castela, Juan o Bastardo, assume o reinado da região. A nobreza portuguesa resiste e o chefe da rebelião, um soldado de 25 anos, Nuno Alvares Pereira, é eleito rei de Portugal pelas Cortes de Coimbra sob o nome de João I.

Desafiado, o soberano de Castela atravessa a fronteira com seu Exército. As tropas portuguesas, reforçadas por um contingente de arqueiros ingleses, o derrotam em Aljubarrota, a meio-caminho de Lisboa, em 14 de agosto de 1385, restaurando a independência de Portugal. Nuno Pereira, após servir o rei como condestável, funda um mosteiro carmelita em Lisboa e se afasta em 1423. É canonizado 5 séculos mais tarde.

João I, em maio de 1386, firma com os aliados ingleses o Tratado de Windsor, estabelecendo uma “liga de amizade inviolável, eterna, sólida, perpétua e verdadeira” entre os dois reinos, aliança que jamais foi posta em causa e que permanece como a mais antiga ainda em vigor.

Portugal toma Ceuta, ao norte de Marrocos, em 1415. Era a primeira intervenção dos europeus fora de seu continente depois das Cruzadas. Todavia, logo abandonam as conquistas terrestres e se orientam para a navegação de longo curso.

Encorajados pelo infante d. Henrique, o Navegador, marinheiros e príncipes portugueses passam a desempenhar papel pioneiro e protagonista nas Grandes Descobertas. A bordo de naus bastante manejáveis, as caravelas descobrem o arquipélago de Açores e a Ilha da Madeira e exploram metodicamente a costa africana, com vistas a contornar o continente e atingis as Índias.

Em 1433, Henrique o Navegador dá ordem a Gil Eanes de fazer o reconhecimento da costa para além do cabo Bojador, ao sul do atual Marrocos. Num primeiro momento, o marinheiro prefere rumar para as Canárias, visto que lendas tenebrosas corriam sobre as paragens ao sul desse cabo. No entanto, voltou atrás e, no ano seguinte, foi o primeiro ocidental a ultrapassar esse cabo.

Em 1488, por fim, Bartolomeu Dias contorna o Cabo das Tormentas, também conhecido como Cabo da Boa Esperança. Poucos anos foram necessários para que Vasco da Gama lançasse âncoras em porto das Índias. O triunfo dos portugueses foi momentaneamente empanado pelo sucesso concomitante de Cristóvão Colombo que, partindo para o Ocidente em busca da Ásia, oferece um Novo Mundo aos soberanos espanhóis.

Prevendo eventual conflito territorial, o papa Alexandre VI, de origem espanhola, intervém como árbitro e divide as terras a descobrir entre espanhóis e portugueses, no Tratado de Tordesilhas de 7 de junho de 1494.

Um erro de navegação mais ou menos voluntário levou um navegador português a infringir a regra. Em 22 de abril de 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o que viria a ser o Brasil, principal país desse novo continente.
Fonte: Opera Mundi

Equipe do Laboratório de Estudos das Crenças (LEC-PPGH/UPF) divulga cronograma de debates




A equipe LEC divulga seu cronograma de encontros para discussão de textos. Todos os interessados estão convidados a participar. Os encontros sempre serão realizados nas sextas-feiras a tarde, a partir das 16:30 horas, no IFCH.


CRONOGRAMA DE ENCONTROS
Projeto: Religiões e religiosidades: possibilidades de pesquisa
Coordenadora: Gizele Zanotto
Local: Campus I da UPF -  IFCH (sala de reuniões) – 16:30 as 18:30 hs


  • 04/08 - SANCHIS, Pierre. Religiões, religião... Alguns problemas do sincretismo no campo religioso brasileiro. In: SANCHIS, Pierre (Org.). Fiéis & cidadãos: percursos de sincretismo no Brasil. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2001. P. 09-57.
  • 18/08 - ISAIA, Artur Cesar. Catolicismo e religiões mediúnicas no Rio Grande do Sul. In: RECKZIEGEL, Ana Luiza Setti. FÉLIX, Loiva Otero (Orgs.). RS: 200 anos definindo espaços na história nacional. Passo Fundo: Ed. UPF, 2002.  p. 219-236.
  • 01/09 - TRAMONTE, Cristiana. Ciência ou fé? Religiões afro-brasileiras e práticas de saúde popular. In: ISAIA, Artur Cesar. MANOEL, Ivan Aparecido (Orgs.). Espiritismo & Religiões afro-brasileiras. História e Ciências Sociais. São Paulo: Ed. UNESP, 2012. P. 271-290.
  • 15/09 - CASSOL, Franciele Moreira. As santinhas de cemitério que fazem milagres: um estudo comparado das devoções de “Mariazinha” Penna e Maria Elizabeth de Oliveira. História Unicap, v. 3 , n. 6, p. - 375-382, jul./dez. de 2016. 
  • 29/09 - ZANOTTO, Gizele. "Paz de Cristo, no reino de Cristo": ideal teológico-político da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP). Revista Brasileira de História das Religiões, v. 16, p. 113-125, 2013. 
  • 20/10 - SANTOS, Frederico Santos dos. O exercício etnográfico no estudo das religiões: um olhar de dentro. In: MARANHÃO FILHO, Eduardo Meinberg de Albuquerque (Org.). (Re)conhecendo o sagrado. Reflexões teórico-metodológicas dos estudos de religiões e religiosidades. São Paulo: Fonte Editorial, 2013. P. 285-293.
  • 06 a 10/11 Semana do Conhecimento – apresentação e/ou acompanhamento dos trabalhos LEC
  • 24/11 - GUEDES, Augusto Diehl. "A porta que abriu e nunca mais fechou, Deus multiplicou o seu rebanho": a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Passo Fundo (1936-1963). In: BORIN, Marta Rosa. (Org.). Religiões e Religiosidade no Rio Grande do Sul (Volume 5) - AS religiões protestantes: história, fontes e metodologia de pesquisa. 1ed.São Paulo: ANPUH, 2017, v. 5, p. 35-58. 
  • 11 a 15/12 Defesas de TCC dos colegas do LEC (Jeferson, Jonas e Lucas)