domingo, 22 de outubro de 2017

O Tribunal de Nuremberg: origens, desafios e significados

Realizado há mais de sete décadas, Tribunal é um marco no campo do Direito, das Relações Internacionais e da História.

Por Bruno Leal Pastor de Carvalho
Dezenas de tradutores, guardas, secretárias, promotores, conselheiros legais, juízes, jornalistas, médicos e psicólogos. Milhares de documentos, um novíssimo sistema de tradução simultânea da IBM e um fluxo interminável de telegramas enviados e recebidos. A estrutura que cercou o Tribunal Militar Internacional de Nuremberg era algo monumental, assim como o seu principal objetivo: julgar 24 grandes lideranças do recém-derrotado Terceiro Reich. Não havia nada até ali na História do Direito ou na História das Relações Internacionais que pudesse ser comparado ao robusto aparato de justiça montado naquele imediato pós-guerra na Alemanha. A realização do “Tribunal de Nuremberg” – como é mais conhecido – era tão espetacular quanto a própria integridade física do Palácio da Justiça de Nuremberg, que mesmo após tantos bombardeios aliados permanecera de pé e abrigaria entre os dias 20 de novembro de 1945 e 1o de outubro de 1946 um dos importantes julgamentos de todos os tempos.1
Tribunal-de-Nuremberg
Réus com fones de ouvido da IBM observam pronunciamento dos juízes, 22/11/1945. Foto: HLS Nuremberg Trials Project. Archive ID: olvwork395360.
A história do Tribunal de Nuremberg, no entanto, é repleta de tensões e desafios que não raro pareceram intransponíveis para os seus principais atores históricos. Como bem sublinhou certa vez o historiador Bradley Smith, “foi aos tropeços e mediante compromissos que os aliados entraram na negociação de um grande julgamento de criminosos de guerra, e nem os lideres governamentais, nem os promotores, apreenderam claramente as incertezas inerentes ao empreendimento”2. No presente artigo, explico como se chegou a Nuremberg e discuto alguns dos principais desafios enfrentados pelo Tribunal.
O caminho para Nuremberg
O caminho que levou os aliados até a realização de um tribunal militar internacional para julgar criminosos nazistas teve mais curvas do que retas. Os primeiros a levantarem a voz contra a violência perpetrada pelo Terceiro Reich foram os governos europeus que tinham sido ocupados pela Alemanha e que, por isso, operavam no exílio. Países como a Polônia e a Tchecoslováquia envidaram grandes esforços para denunciar a morte de sua população civil e a destruição de sua infraestrutura. Juntos, os governos no exílio publicaram diversas declarações públicas que tinham o objetivo de tornar públicos tais crimes e convencer as forças aliadas a anunciarem atos de punição e de retaliação.
No decorrer do conflito, porém, as forças aliadas foram quase sempre bastante evasivas no que diz respeito às suas políticas de crimes de guerra. Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo, condenavam abertamente o comportamento criminoso da Alemanha, mas raramente davam detalhes do que fariam com os criminosos nazistas uma vez a guerra terminasse. Havia um entendimento geral de que não se deveria falar em punição enquanto os nazistas ainda não tivessem sido vencidos no campo de batalha. Além disso, havia certo temor de que qualquer tipo de retaliação pudesse colocar em risco a vida de milhares de soldados aliados que tinham sido presos pelas forças do Eixo. No caso da Inglaterra, o Foreign Office ainda queria evitar repetir o fracasso do pós-Primeira Guerra Mundial, quando o país falhou de forma retumbante no julgamento dos alemães criminosos de guerra, mesmo depois de uma longa e gigantesca campanha pública que falava ate mesmo no enforcamento do Kaiser.
A partir de 1943, a posição dos aliados, embora ainda vaga, começou a mudar, reflexo da radicalização dos crimes nazistas no front oriental. A “Declaração de Moscou”, por exemplo, pode ser lida nesse sentido. Em reunião realizada na capital russa, em 1943, Roosevelt, Stalin e Churchill disseram que caçariam os criminosos nazistas “até os confins do mundo”. Dali em diante, outras ações foram igualmente importantes, como a criação da United Nations War Crimes Commission (UNWCC), que operou entre 1943 e 1948, e a realização das Conferências de Potsdam e Yalta, em 1945, onde os “três grandes” reafirmaram seu compromisso com a punição dos criminosos de guerra.
Quando a guerra terminou, estava claro que haveria punição. Mas, mesmo assim, conforme explica a historiadora Hilary Earl, havia uma grande dissonância quanto ao que fazer. Britânicos e Soviéticos desejavam a execução sumária de diversas autoridades do Terceiro Reich. Os norte-americanos estavam divididos, mas acabou prevalecendo a ala mais moderada, que acreditava em uma solução jurídica, através de um tribunal internacional. Pouco tempo depois de assumir a presidência dos Estados Unidos, Henry Truman encarregou Robert Jackson, então presidente de Suprema Corte de Justiça Americana, da elaboração da política de crimes de guerra do país. Jackson queria um tribunal quadripartite e conseguiu persuadir as demais forças aliadas dessa ideia. Em julho e agosto de 1945, em Londres, juristas e políticos dos países aliados acordaram os termos daquilo que se tornou o fundamento legal do Tribunal Militar Internacional de Nuremberg: “Carta de Londres”. O documento definiu, dentre outras questões quanto ao funcionamento do Tribunal Militar Internacional, quatro tipos de crimes que deveriam compor a acusação em Nuremberg: guerra de agressão, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crimes contra a paz. Além disso, considerou seis organizações nazistas criminosas: a SS, a SA, a Gestapo, o “Gabinete do Reich” e as Forças Armadas.
O Julgamento
Foram dez meses de julgamento, 403 sessões públicas, uma centena de testemunhas e milhares de documentos examinados. Para garantir que todos se entendessem, a IBM criou um sistema inovador de tradução simultânea que depois se tornaria bastante usual em quase todo grande evento internacional. Foram indiciadas 24 pessoas no total, mas somente 22 foram efetivamente julgadas. Robert Ley, Chefe do Corpo Alemão de Trabalho, cometeu suicídio na prisão, e Gustav Krupp, patriarca das indústrias IG Farben, foi retirado do julgamento por causa de sua debilitada saúde mental. Além disso, um dos réus, Martin Bormann, vice-líder do partido Nazista, foi julgado in absentia – veja aqui a lista completa dos réus, os seus respectivos cargos e vereditos em Nuremberg.
Não havia júri em Nuremberg. A própria Corte presidiu o julgamento e deu os vereditos. Os seus membros eram chamados de “membros do Tribunal” e não de juízes, embora quase todos desempenhassem essa atividade em seus respectivos países.3 A Corte de Nuremberg era composta por oito membros, quatro titulares e quatro suplentes. Entre os titulares estavam: Geoffrey Lawrence (Reino Unido), Francis Biddle (Estados Unidos), Henri Donnedieu de Vabres (França) e Iona Nikitchenko (União Soviética). Os seus suplentes eram: Norman Birkett (União Soviética), John Parker (Estados Unidos), Robert Falco (França), Alexander Volchkov (União Soviética). Já entre a promotoria, constavam os seguintes nomes entre os titulares: Robert H. Jackson (Estados Unidos), Hartley Shawcross (Reino Unido), François de Menthon (França), Auguste Champetier (França) e Roman Rudenko (União Soviética).
prisao-tribunal-de-nuremberg
Em Nuremberg cada réu era observado por um guarda, que permanecia constantemente postado na frente da cela. Medida visava impedir suicídios. 24/11/1945. Foto: HLS Nuremberg Trials Project. Archive ID: olvwork375624
Os juízes e a promotoria tiveram diante de si enormes desafios. Eu gostaria de citar três que me parecem os mais importantes. Em primeiro lugar, Nuremberg foi um tribunal composto pelas forças vitoriosas na guerra. Havia uma grande desconfiança, especialmente entre os alemães, de que o julgamento nada mais seria do que um teatro armado pelos governos dos Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética. Suspeitava-se que em Nuremberg prevaleceria a vingança e não um julgamento justo. Em segundo lugar, os juízes, promotores e advogados de defesa teriam que lidar com crimes inéditos no Direito Internacional e até mesmo no Direto Penal. Em terceiro lugar, mas não menos importante, havia uma grande preocupação quanto a possibilidade da impunidade, especialmente por parte daqueles que foram vítimas diretas da violência nazista. O mundo ansiava por justiça, mas não se sabia se esta seria feita. Figuras proeminentes como Hitler e Goebbels, entre outras tantas, tinham escapado de Nuremberg. Krupp também tinha ficado de fora do julgamento, o que deixava de fora, automaticamente, as indústrias alemãs que tanto colaboraram para a realização do Holocausto. O temor, assim, era que aqueles que estavam representando a Alemanha nazista no banco dos réus de Nuremberg pudessem escapar também, quer por meio de absolvições ou através de penas brandas demais.
Tais temores, contudo, não se realizaram. No que diz respeito a autonomia dos juízes frente aos seus respectivos governos, os historiadores acreditam que esta existiu, mesmo que relativa. Smith reconhece que promotoria e juízes se viam e conversavam informalmente fora da corte, além de manter diálogo com os seus governos. Eles também consumiam notícias e outras informações que vinham do mundo exterior. No entanto, sublinha o historiador, a documentação rechaça a ideia de que eles foram simples marionetes. Em diversas ocasiões, promotoria e juízes adotaram perspectivas que desagradavam seus governos. E as discordâncias entre os juízes e entre estes e a promotoria também eram bastante recorrentes. De acordo com Smith, “é sensato concluir que embora os membros do Tribunal gozassem de diferentes graus de autonomia, e embora cada juiz usasse de forma singular suas prerrogativas, os réus enfrentaram uma corte surpreendentemente isenta de controle exterior”4. Cabe ainda ressaltar que todos os réus tiveram direito a um advogado de defesa e que embora o trabalho desses advogados encontrasse muitas limitações, não se tratou de uma defesa simbólica, como vinha ocorrendo, por exemplo, em diversos tribunais militares soviéticos desde 1943.
Quanto aos crimes julgados em Nuremberg, a acusação de “crimes de guerra” não encontrou problemas, pois desde o século XIX, a guerra vinha sendo codificada juridicamente. O Direito de Haia (Direito de Guerra) e o Direito de Genebra (Direito Humanitário), neste sentido, forneciam a base legal aos juízes. A acusação de “crimes contra a humanidade”, por sua vez, não era exatamente nova, mas inovou ao considerar crimes o assassinato, o extermínio e a perseguição por motivos religiosos, raciais ou políticos, cometidos antes ou durante a guerra, ou seja, estavam em julgamento não crimes de guerra propriamente ditos, mas um outro tipo de crime inaugurado pelo nazismo, que poderia ser cometido também em tempos de paz – o crime de genocídio (que em breve seria codificado). A acusação de “crimes contra a paz” era nova no direito e mencionava “guerras de agressão” e “guerras que violavam tratados, acordos e promessas internacionais”. Uma vez que não havia uma definição de “guerra de agressão”, os membros da Corte optaram por um caminho mais seguro, isto é, aquele que podia ser pautado pelo respeito aos tratados internacionais. Por fim, o crime de “conluio”. Embora comum no direito norte-americano, este ponto da acusação era estranho às demais doutrinas jurídicas presentes em Nuremberg. Foi o ponto de acusação que mais gerou divisão. Mas,os americanos não parecem ter vencido. Dos 22 julgados, apenas oito foram culpados por conluio.
Quanto ao risco da impunidade, os vereditos mostram que ela não se concretizou. Treze réus foram condenados à morte na forca, três foram condenados à prisão perpétua, quatro condenados à penas que variaram entre 10 e 20 anos e dois foram absolvidos. Muitos criminosos de guerra estiveram ausentes de Nuremberg, mas as lideranças que tinha sobrevivido à guerra foram severamente condenadas, o que aplacava naquele momento o grande desejo por punição e justiça. Além disso, o Tribunal conseguira um fato inédito: primeira vez se julgou grandes lideranças do Estado por crimes de guerra.
O mundo ansiava por justiça, mas não se sabia se esta seria feita
Isso não quer dizer que o Tribunal não tenha encontrado pontos de estrangulamento. Houve durante os julgamentos um enorme constrangimento quanto ao período em que a União Soviética foi aliada da Alemanha Nazista, conforme o Pacto Ribbentrop-Molotov (ou “Pacto de Não-Agressão). O pacto foi levantado pelos advogados de defesa para questionar o crime de conluio, afinal de contas, se os réus eram acusados de conspirar, o próprio Stálin também poderia ser esquadrado como criminoso de guerra. Outro ponto que colocou o Tribunal em situação delicada foi o julgamento das organizações criminosos, conforme indicava a “Carta de Londres”. Caso se julgasse todos os seus membros criminosos, as forças aliadas teriam milhões de criminosos de guerra para encarcerar. Ao fim, optou-se por considerar tais organizações criminosas, mas os casos individuais seriam ser julgados caso a caso, ao invés de uma condenação automática.
Em Nuremberg também se utilizou pouco o recurso às testemunhas, ainda mais quando o tomamos em comparação com outros tribunais do gênero. Isso fez com que os sobreviventes dos crimes fossem pouco escutados, prevalecendo em seu lugar a documentação escrita. Conforme Smith aponta, houve ainda casos de ressentimentos, arrogância e de disputa de egos entre os juízes e também da promotoria, que se não comprometeram o empreendimento do julgamento e não superaram o clima de camaradagem, pelo menos tornaram certas ações mais difíceis, parciais e demoradas. Por fim, poderíamos citar ainda os recursos bastante limitados com que trabalharam os advogados de defesa. Com equipes reduzidas e pouco tempo para lidar com um volume documental tão gigantesco, esses advogados muitas vezes tiveram que se preparar de forma improvisada para as sessões, embora a própria promotoria também tenha encontrado problemas similares.
Significados de Nuremberg
Há duas narrativas bastante difundidas sobre o Tribunal de Nuremberg em nossos dias: aquela que diz que o Tribunal não passou de um “tribunal de vitoriosos”, não tendo, por isso, muito valor legal, e aquela que diz que o Tribunal foi o capítulo final de uma historia de combate entre as forças do bem (os Aliados) e as forças do mal (os nazistas). Creio que as duas narrativas são problemáticas e que devemos nos afastar delas.
Como vimos, juízes, promotores e advogados de defesa, apesar das limitações e tensões inerentes ao julgamento, desempenharam seus papéis com relativa autonomia. Além do mais, cruzar longas distâncias para participar de um julgamento falso, armado ou pré-definido não parecia uma decisão apropriada para homens que ocupavam posições de prestígio em seus respectivos países. Tomar parte em um embuste internacional seria colocar em risco suas consolidadas carreiras. Representavam eles os vencedores, mas o Tribunal não pode se resumir a um tribunal de vencedores, não sem o risco de esvaziar os seus múltiplos significados históricos. A polarização entre bem e mal, por sua vez, também é bastante frágil. Os nazistas não podem ser vistos como “mocinhos”, seria igualmente enganoso compreender os aliados desta forma, sobretudo quando sabemos que eles também cometeram crimes de guerra. Ademais, a história profissional, a historiografia, não pode comportar esse tipo de simplificação.
Os historiadores devem compreender o Tribunal de Nuremberg em todas as suas complexidades. Em Nuremberg, pela primeira vez, se colocou em pauta crimes que até então eram completamente novos, assim como se responsabilizou, também pela primeira vez, as mais altas autoridades do Estado pelas violações do Direito Internacional. Nuremberg representa nesse sentido uma pedra angular na construção de um cenário em que os crimes contra a humanidade e de genocídio se tornariam reconhecidos internacionalmente. Nuremberg foi ainda o que muitos consideram o primeiro caso de “justiça de transição”,5 base dos futuros tribunais internacionais e um ponto de partida fundamental para se escrever a história do Holocausto. A partir de documentos organizados pelas equipes de pesquisa em Nuremberg surgiram os primeiros trabalhos historiográficos sobre a “Solução Final”. Ao nos debruçarmos sobre as suas 403 sessões públicas, certamente não acharemos um Tribunal perfeito. Por outro lado, encontraremos um esforço bastante sério em fazer justiça e o primeiro passo em direção a um mundo onde os crimes bárbaros, fruto da guerra ou da paz, serão fortemente rechaçados.

Notas
1 O Palácio da Justiça de Nuremberg encontrava-se situado na Zona Americana de ocupação da Alemanha. Ele foi escolhido para abrigar o Tribunal porque tinha sobrevivido aos bombardeios aliados e porque era um dos poucos prédios com estrutura adequada para receber um evento de grandes dimensões. Além disso, Nuremberg tinha um significo simbólico: dez anos, os nazistas tinham celebrado naquela cidade alemã as “Leis Racistas” do Terceiro Reich. Hoje, o Palácio é um museu – clique aqui para saber mais.
2 SMITH, Bradley F. O Tribunal de Nuremberg. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979. p.xvii.
3 Para facilitar a compreensão do texto, contudo, os chamarei de “juízes” por aqui.
4 SMITH, Op.cit. p.9.
5 Termo empregado para se pensar o direito à verdade e à justiça em sociedades que passaram por um longo período de violação dos direitos humanos.

Referências Bibliográficas
EARL, Hilary Camille. The Nuremberg SS-Einsatzgruppen trial, 1945-1958: atrocity, law, and history. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.
FERRO, Ana Luiza Almeida. O Tribunal de Nuremberg. Belo Horizonte: Mandamentos, 2002.
GOLDENSOHN, Leon. As Entrevistas de Nuremberg: conversas de um psiquiatra com os réus e as testemunhas. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2004.
GONÇALVES, Joanisval Brito. Tribunal de Nuremberg, 1945-1946: a gênese de uma nova ordem no direito internacional. Belo Horizonte: Renovar, 2001.
SMITH, Bradley F. O Tribunal de Nuremberg. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.

Bruno Leal Pastor de Carvalho – Professor Substituto de Teoria da História no Instituto de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor do Instituto de História pelo programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), vinculado ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É doutor em História Social pela UFRJ (2015), mestre em Memória Social pela UNIRIO (2009) e especialista em História Contemporânea pela PUCRS (2010). Graduado em História pela UERJ (2006) e em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela UFRJ (2006). É fundador e editor do portal Café História, além de cocoordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ (NIEJ). É membro da Rede Brasileira de História Pública e da Associação das Humanidades Digitais. Seu campo de interesses inclui: holocausto, crimes de guerra, história pública digital e divulgação de história.

Como citar esse artigoCARVALHO, Bruno Leal Pastor de. O Tribunal de Nuremberg: origens, desafios e significados (Artigo). In: Café História – história feita com cliques. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/o-tribunal-de-nuremberg/. Publicado em: 16 set 2017. Acesso: [informar data].

terça-feira, 10 de outubro de 2017

UPF lança Vestibular de Verão 2018

  • Por: Assessoria de Imprensa
Inscrições podem ser feitas pelo site vestibular.upf.br, de 11 de outubro a 13 de novembro. Prova acontece em 18 de novembro
Reconhecida como a maior Instituição de Ensino Superior do norte do estado, a Universidade de Passo Fundo lança o seu Vestibular de Verão 2018. O lançamento será dividido em dois momentos, um deles para funcionários da Universidade e, posteriormente, para imprensa e convidados.
O lançamento do Vestibular para funcionários será nesta terça-feira, dia 10 de outubro, na Associação dos Funcionários da FUPF, em dois horários, com recepção às 8h45min e início às 9h; e à tarde, com recepção às 13h45min e início às 14h. Mais uma vez, o lançamento do Vestibular de Verão 2018 acontecerá antes do lançamento oficial da campanha, priorizando e valorizando os nossos funcionários, professores e estagiários. A campanha do Vestibular será apresentada pela equipe do NEXPP em um momento de integração, com a participação da Reitoria da UPF.
Além dessa atividade, haverá o lançamento oficial do Vestibular para o público externo em um café da manhã que acontece na quarta-feira, dia 11 de outubro, às 8h, na Associação dos Professores da FUPF. Participam do evento a imprensa de Passo Fundo e região; diretores de unidade e de campus da UPF; diretores, coordenadores pedagógicos, representantes de cursinhos pré-vestibulares; representantes do DCE, da 7ª CRE e da Secretaria Municipal de Educação de Passo Fundo.
Vestibular
A inscrição deve ser feita via internet, pelo site vestibular.upf.br, de 11 de outubro a 13 de novembro. São oferecidas 58 opções de cursos na UPF em Passo Fundo e cursos nos campi Carazinho, Casca, Lagoa Vermelha, Sarandi e Soledade. A prova acontece no dia 18 de novembro.

sábado, 7 de outubro de 2017

I SEMINÁRIO DE EXTENSÃO DO IFCH


O Seminário visa discutir, repensar e avaliar os Programas e Projetos de Extensão do IFCH, para 2018. 
Data: 11/10/2017 
Horário: 13:30 às 18:30 
Local: Auditório IFCH sala 120 
Evento gratuito
Inscrições em https://secure.upf.br/eventos/eventos/260


PROGRAMA
13.30 - Abertura
1. Paifam - Programa de acolhimento interinstitucional às famílias - Coordenadora: Maristela Piva, Profa. Suraia Ambrós
2. Centro de Cultura, Memória e Patrimônio/ Programa Ensino e Inovação - Coordenadora: Luciane Sturm
3. Programa Cultura e Patrimônio/Momento Patrimônio ? Programa televisivo e radiofônico - Coordenadora: Gizele Zanotto
4. Grupos de Estudo na Universidade ? Carina Tonieto, Luciane Sturm, Marcos Gehardt, Gisele Benck, Marlete Diedrich
5. Produção Textual ? Escrita Criativa. Coordenador: Coordenadora: Elisane Cayser
6. Literatura e Diálogo. Coordenador: Coordenadora: Ivânia Campigoto
7. Bookcrossing ? Coordenador: Coordenadora: Luciane Sturm
8. Bando e Bandinho de Letras ? Coordenador: Eládio Weshenfelder
9. Cegos Leitores Ouvintes: Leitura na Apace ? Coordenador: Hercílio Quevedo
10. Super`Ação: Secretariado Vai À Escola ? Coordenadora: Josete A. Stocco
11. Clínica de Estudos, Prevenção, Intervenção e Acompanhamento à Violência ? CEPAVI ? Coordenadora: Ciomara Benincá
12. Inserção Produtiva e Trabalho Decente: formação de multiplicadores em economia solidária no município de Passo Fundo/RS - Coordenador: Ivan Penteado Dourado
13. Cenários em Saúde da Família: Problematizando Saberes e Práticas - Coordenador: Vinicius Rauber e Souza
14. Intervenções Psicossociais com Famílias Coordenadora: Silvana Terezinha Baumkarten
15. Educação Financeira, Endividamento e Gestão das Finanças Pessoais - Coordenador: Ginez Leopoldo R. de Campos
16. Mundo da leitura, modos de ler o contexto das escolas municipais. Coordenadora: Tania Rosing

sábado, 30 de setembro de 2017

1939: Polônia é dividida entre União Soviética e Alemanha


Nesse mesmo dia, soviéticos assinaram Tratado de Assistência Mútua com a Estônia, dando ao Exército Vermelho direito de ocupar suas bases aéreas e navais
Em 29 de setembro de 1939, com a Segunda Guerra Mundial já em pleno desenvolvimento em face da invasão da Polônia pelo exército de Hitler em 1º de setembro, a Alemanha e a União Soviética concordam em dividir o controle da Polônia ocupada aproximadamente ao logo do rio Bug, com os alemães controlando a área ocidental e os soviéticos a parte oriental do país.
Como decorrência do Pacto Ribbentrop-Molotov, que criou um tratado de não-agressão entre as duas grandes potências militares, Joachim von Ribbentrop, o ministro germânico das Relações Exteriores encontrou-se com o seu colega soviético, Vlatislav Molotov, para assinar o Tratado de Fronteira e de Amizade Germano-soviético.  Os aspectos específicos e pouco detalhados do pacto original de não-agressão haviam garantido à União Soviética apenas faixas da Polônia oriental. Agora, diante da agressão nazista a este país, os soviéticos passaram a exigir uma extensão maior, com o que as partes desenharam no mapa, sem maiores debates, a nova linha demarcatória.

Comentou-se à época que teria sido o próprio chefe da nação soviética, Joseph Stalin, quem desenhou pessoalmente a linha que dividiu a Polônia em dois. Originalmente desenhada conforme o curso do rio Vístula que corre a oeste de Varsóvia, ele acabou concordando em recuar a linha divisória para leste da Capital e da importante cidade de Lublin, cedendo à Alemanha o controle da maior parte da área mais industrializada e povoada da Polônia.
Wikicommons
 
Em contrapartida, Stalin exigiu o controle de Lvov e seus ricos poços de petróleo, bem como a Lituânia, que se estende ao norte de Prússia Oriental. A Alemanha teria então 22 milhões de poloneses “escravos do Grande Império Germânico” a sua disposição. A União Soviética passaria a contar com uma zona tampão necessária para a sua defesa como efetivamente se mostrou quando a Alemanha nazista investiu contra a União Soviética menos de dois anos depois.

Nesse mesmo dia, a União Soviética assinou também um Tratado de Assistência Mútua com a Estônia, nação báltica, dando ao Exército Vermelho o direito de ocupar suas bases aéreas e navais. Um tratado similar seria firmado mais tarde com a Letônia, outro país báltico. Com o aguçamento das tensões bélicas entre a Alemanha e a União Soviética, os blindados soviéticos viriam a cruzar as fronteiras, em nome da assistência mútua, colocando os três países bálticos sob o controle soviético.

Esses tratados eram uma vez mais resultado das questões pouco discutidas mas que constavam do pacto original Ribbentrop-Molotov, propiciando a Stalin o controle de mais zonas-tampões com o fim de proteger o território soviético, especialmente em áreas em que a ideologia bolchevique não havia penetrado a fundo e onde mais facilmente os países ocidentais e notadamente o seu parceiro de não-agressão, a Alemanha, poderiam penetrar.
Fonte: Opera Mundi

terça-feira, 26 de setembro de 2017

9a. Copa Simón Bolívar de Futebol Libertador da América





Regulamento e Orientações

            O objetivo expresso da Copa Simon Bolívar de Futebol Libertador da América é a confraternização e integração dos estudantes do Curso de História da Universidade de Passo Fundo e de outros cursos de História, tanto em nível de graduação quanto de pós-graduação, bem como professores dos respectivos cursos e formados em História nestas instituições ou em outras.
            Embora a atividade transcorra sob a forma de partidas desportivas, não é seu intento fomentar a competição ou a rivalidade dentro do mesmo curso ou entre cursos diversos. Antes sim, aproximar os corpos discentes e docentes a fim de otimizar sua convivência ao longo dos anos de formação acadêmica.

Da data e local

            A competição realizar-se-á 11 de novembro de 2017, a partir das 14 (catorze) horas da tarde nas dependências da Associação dos Professores da UPF (APROFUPF).

Da inscrição e da composição das equipes

Estão habilitados a inscrição como atletas quaisquer alunos/egressos do curso de História das universidades participantes em nível de graduação ou pós-graduação e quaisquer professores dos mesmos, bem como formados em história nestas ou em outras instituições que com as mesmas mantenham alguma espécie de vínculo.

· É facultada a cada equipe inscrever até três atletas que sejam estudantes universitários ou professores das instituições envolvidas na organização, conforme a tabela abaixo.


Atletas inscritos

Mínimo de atletas ligados ao curso de História (estudantes, professores ou egressos)


Atletas inscritos
Mínimo de atletas ligados ao curso de História (estudantes, professores ou egressos)
10
7
9
7
8
6
7
6

· As equipes devem contar com um mínimo de 7 (sete) atletas e um máximo e 10 (dez) atletas, desde que respeitada a proporcionalidade e alunos e professores vinculados aos cursos de História da IES participantes, conforme tabela acima.


· A participação tanto como atleta é condicionada ao pagamento prévio da taxa de inscrição de R$ 30,00 (trinta reais) por participante - o pagamento deve ser realizado na Coordenação do Curso de História, com Rosieli ou Gizele. O não pagamento da taxa de todos os atletas de uma equipe até a data do sorteio das partidas implica o indeferimento de sua inscrição por não cumprimento das regras aqui estipuladas. 


· O valor é fixo para todos e custeará medalhas, equipamentos e bebidas dos atletas – o open bar dos atletas (água e cerveja) só será mantido até o fim do estoque de bebidas adquirido com a verba de inscrição, ficando posteriormente facultado aos interessados adquirir bebidas que serão comercializadas no local! Solicitamos que cada atleta traga seu copo/caneca evitando gastos e produção de lixo!


· Alimentos serão comercializados por acadêmicos para arrecadar verbas para sua colação de grau.


· A data limite das inscrições de atleta é o dia 06 de novembro, até às 22 horas.


· A comissão organizadora se dá ao direito de solicitar, julgando necessário, comprovante de vínculo de estudante ou formação em História.


· Atos de violência (física ou verbal), racismo, homofobia, xenofobia, sexismo ou qualquer outra forma de preconceito desclassificam a equipe.




Do sorteio dos jogos

      O número de partidas e a tabela de jogos serão definidos de acordo com o número de equipes inscritas. O sorteio das partidas realizar-se-á no dia 08 de novembro, as 21 h nas dependências da Universidade de Passo Fundo (UPF), em sessão pública na Coordenação do Curso de História. Recomenda-se que cada equipe envie um representante para acompanhar o mesmo. Logo depois publicaremos no blog a tabela de jogos.

Do acesso a torcedores

Nesta edição a participação de torcedores não está condicionada à inscrição. Quaisquer interessados podem acompanhar a Copa. A comercialização de bebidas e lanches será realizada pelos acadêmicos que auxiliam a organização do evento. Solicitamos que cada atleta traga seu copo/caneca evitando gastos e produção de lixo!

Arbitragem: a confirmar (profissional)


Contatos e informações: 

Gizele Zanotto (UPF), Murilo Fernandes (UPF)


sábado, 16 de setembro de 2017

Seleção de Voluntários - AHR


O Arquivo Histórico Regional (AHR), laboratório vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da UPF, abre vagas para voluntários visando a iniciação dos graduandos da UPF  em atividades de gestão e organização de arquivos.  As atividades compreenderão aspectos teóricos e práticos envolvendo a conservação do acervo documental e bibliográfico, o que implicará no treinamento dos voluntários em técnicas de conservação, higienização e digitalização do acervo. O acompanhamento e avaliação dos estagiários, e estagiárias, será feito pela coordenação do AHR em conjunto com os funcionários. 

Público alvo

Graduandos do Curso de História e cursos afins da  Universidade de Passo Fundo que tenham conhecimentos básicos de informática. Máximo de voluntários no período: 5.

Exigências

Ser acadêmico da UPF e realização de trabalhos em um turno semanal (escolhido pelo pretendente e equipe AHR), por dois meses ininterruptos. 

Certificação

Os voluntários que cumprirem o período proposto receberão certificação emitida pela Coordenação do AHR, totalizando 30 horas de atividades teórico-práticas. 
ATENÇÃO: Havendo interrupção das atividades não será emitido certificado parcial!

Inscrição

Os pretendentes devem enviar os documentos e informações abaixo relacionadas ao email ahr@upf.br até o dia 29 de setembro.

  • Histórico do Boletim Acadêmico
  • Currículo 
  • Endereço completo
  • Contatos: fone e email
  • Justificativa de interesse em participar como voluntário (carta de intenções)
  • Indicação do turno preferencial para realização das atividades voluntárias (matutino ou vespertino)
Cronograma

Até 29 de setembro - envio dos documentos e informações ao email AHR
Até 03 de outubro - entrevista com candidatos e seleção dos voluntários na Coordenação de História
A partir de 09 de outubro - início das atividades 
Até 09 de dezembro - fim das atividades
Até 20 de dezembro - emissão de certificação pela coordenação do AHR

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Resultado da seleção para estagiário no AHR

Prezados colegas,
após a entrevista com cada candidato ficou definida a seguinte ordem de classificação:

SELECIONADO 
Alex Lourençato

SUPLENTES (caso haja desistência da vaga)
João Vitor da Costa Benedetti
Vítor Mateus Viebrantz

Agradecemos a todos os inscritos!
Att. Gizele Zanotto
Coord. AHR

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Alunos de História realizam Módulo II da Oficina de Pesquisa e Ensino de História




Nesta terça-feira, 12 de setembro, alunos do curso de História - finalistas do curso - participaram do Módulo II da Oficina de Pesquisa e Ensino de História, desta vez dedicada ao tema Interpretação, síntese e escrita histórica, atividade ministrada pela professora Marlete Dietrich (PPGL-UPF).

Destinada aos graduandos do Curso de Graduação em História, a Oficina de Pesquisa e
Ensino de História é constituída de 4 módulos que agrupam grandes temas, divididos em nestes encontros: informática, historiografia, metodologia da pesquisa e do ensino de história, e escrita historiográfica. Esta oficina apresenta as atividades de forma clara, buscando fazer ligações entre os conhecimentos dos alunos e visa dialogar com as diversas disciplinas em curso, transversalisando numa perspectiva de formação integral e global. Desenvolver-se-á pela metodologia de interpretação, síntese e escrita histórica, bem como atualização de temáticas de gênero, etnicidade, imigrações/migrações, religiosidade, meio ambiente, cotidiano, política, entre outros, sob atividades diversificadas e experimentais etc.

A atividade está sob coordenação da professora Ironita Machado e ainda prevê dois módulos: Historiografia e Metodologia de pesquisa e do ensino de história e Historiografia e Metodologia de pesquisa e do ensino de história: temas transversais.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Turma do IV nível do Curso de História visitou Teatro Múcio de Castro e Instituto Histórico de Passo Fundo



Na noite de 1 de setembro de 2017, uma turma de estudantes do Curso de Graduação em História da UPF participou do lançamento do documentário "Mãos que desenham a cidade", no Teatro Municipal Múcio de Castro, um dos dez episódios produzidos pelo programa Momento Patrimônio, coordenado pela profa. Ironita Machado, em comemoração aos 160 anos do município de Passo Fundo. Logo depois, a turma ouviu os comentários do historiador Fernando Miranda e visitou a sede do Instituto Histórico de Passo Fundo (IHPF), sob a orientação do mestrando Djiovan Carvalho.

Estas atividades educativas fazem parte da programação da disciplina Prática e Estágio I de Arquivos e Museus. A turma visitou, semanas antes, o Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (MUZAR) e visitará, a seguir, o Museu de Artes Virtuais Ruth Schneider, o Museu Histórico Regional e o Arquivo Histórico Regional. Neste último, fará pesquisa documental durante alguns turnos.

1977: Guilhotina é usada pela última vez na França


Hamida Djandoubi foi o último executado com a guilhotina; pena de morte foi abolida no país em 1981
Em 10 de setembro de 1977, a última pessoa a ser guilhotinada foi executada na França: Hamida Djandoubi, condenado à morte por tortura e estupro seguidos de morte, foi decapitado na prisão de Baumettes, em Marselha. A pena de morte seria abolida na França em 30 de setembro de 1981. A última execução pública remontava a 1939.

Em 28 de novembro de 1789, o médico Joseph Guillotin apresentou aos deputados da Assembleia Constituinte uma nova máquina para executar os condenados à morte. O engenho, projetado e fabricado em colaboração com o cirurgião Antoine Louis, era, segundo seus inventores, o meio “mais seguro, mais rápido e menos bárbaro”. Seria inicialmente chamado de 'Louison" ou "Louisette". No entanto, muito rapidamente, os parlamentares e os jornalistas apelidaram o invento de “guilhotina” ("guillotine"). O povo acrescentaria outro apelido: “a viúva”. A primeira execução aconteceria em 25 de abril de 1792, aplicada a um assaltante, Nicolas-Jacques Pelletier.
Wikicommons

Execução com uso da guilhotina em Lons-le-Saunier, leste da França, em 1897

 
O projeto de Guillotin, apresentado com o apoio de Mirabeau, não foi imediatamente aprovado. Mais um passo foi dado, em cinco de junho de 1791, com a lei que abolia a forca, a espada e a roda, bem como as torturas. O decreto estabeleceu que "todo condenado a morte terá sua cabeça cortada". Durante o Terror, de setembro de 1793 a julho de 1794, cerca de 50 guilhotinas seriam instaladas na França e quase 20 mil pessoas seriam executadas
A igualdade era uma das máximas da Revolução de 1789, inclusive na pena de morte. A intenção original de Guillotin foi declarada em um projeto que apresentou na Assembléia, baseado no princípio da uniformização das sentenças. "Os crimes do mesmo gênero serão punidos pelo mesmo gênero de pena, não importando a origem social do culpado". Para democratizar as penas de morte, Guillotin sugeriu a construção de um engenho para tal fim. "A mecânica tomba... a cabeça voa, o sangue jorra, o homem não existe mais". Por isso, passou o resto da sua vida tentando inutilmente desassociar o seu nome da máquina de matar.
Fonte: Opera Mundi